terça-feira, 17 de junho de 2014

[vi as imensidões que se espraiavam no teu sorriso...]

Foto: Childs

vi as imensidões que se espraiavam no teu sorriso pelas margens antes ocupadas de fúrias e pelos medos rentes ás claridades sempre longes demais.

Outro dia.

Constróis muros e casas no meio do mar
Mesmo sendo o fundo esse labirinto deserto por onde nos banhamos
Seja-te a praia branca o descanso hoje.

Regresso-me quando os alísios orientam a proa
Por entre ondas maiores
Se promontórios nascem em redor como caudas de dragões
Aprisionando homens e barcos
Logo surge a rota que cometas indicam
Puxando pela voz.

Há muito que deixei o caos por entre a cor das cerejas no verão
Sem o fogo estridente sem as visões que sonhos espraiam
Em volta
Sem tantos os passos escondidos pelos areais.

Antes.

I

Alivia-me as tatuagens que a pele absorveu
Tapa-me as cicatrizes da distância
Enquanto a noite baixa sobre o mar.


Enquanto

Suspiram as crinas das ondas
Umedecendo estes nossos corpos
Jazem os sossegos

Por fim.



2 comentários:

  1. o rosto dos navegantes tem sempre consigo caminhos da vinda

    que a brisa os suavize alisando-os com areia

    Belo!

    um Sorriso que te desenho

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